domingo, 26 de agosto de 2007

l'amore...


Cem Sonetos de Amor (1959)

"Não te amo como se fosse rosa de sal, topázio ou flecha de cravos que propagam fogo;
Te amo como se amam certas coisas obscuras, secretamente, entre a sombra e a alma.
Te amo como a planta que não floresce e leva dentro de si, oculta, a luz daquelas flores.
E graças a teu amor, vive oculto em meu corpo o apertado aroma que ascende da terra.
Te amo sem saber como, nem quando, nem onde.
Te amo diretamente sem problemas nem orgulho;
Assim te amo porque não sei amar de outra maneira, senão assim, deste modo, em que não sou nem és..."

Pablo Neruda

2 comentários:

Carolina Arêas disse...

É lindo ver como seu coração anda em flor!

Eryka disse...

O que posso falar, ou melhor, comentar, sobre Neruda???? as palavras escapam, fogem de mim.

Amor. Como é bom amar.. sem saber como nem pq. É tudo tão lindo nos livros.. pena que meu pobre coração anda com alguns curativos.

Bjo gde e adorei vc ter colocado Neruda!!